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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Capitulo 57


Uma linha de frio varreu a pele de Thomas quando ele entrou no
buraco dos grievers, com base em seus dedos e continuando através de todo
o seu corpo, como se ele tivesse pulado dentro de um piso de água
congelada. O mundo tornou-se ainda mais escuro ao seu redor quando seus
pés bateram em uma superfície escorregadia, e depois logo saiu, disparado
de debaixo dele, caiu de costas nos braços de Teresa. Ela e Chuck o
ajudaram a ficar de pé. Era um milagre que Thomas não havia esfaqueado
alguém no olho com sua lança.
O buraco dos grievers tinha sido tão negro, se não fosse a lanterna
de Teresa cortando a escuridão. Quando Thomas se orientou, ele percebeu
que estavam sobre uma pedra de dez pés de altura do cilindro. Estava
úmido e coberta de petróleo brilhante, e se estendia por milhares de metros
antes de desaparecer na escuridão. Thomas olhou para o buraco que ele
havia chegado, como uma janela quadrada em um espaço profundo, sem
estrelas.
O computador está lá. Teresa disse, chamando a sua atenção.
Vários metros dentro do túnel, virou a luz da lanterna sobre um
pequeno placa de vidro suja que brilhava uma cor esverdeada. Embaixo dela
tinha um teclado na superfície, perto o suficiente para alguém escrever sobre
ele facilmente sem precisar estar de pé. Ali estava uma lista de código.
Thomas não pôde deixar de pensar que parecia fácil demais, bom demais
para ser verdade.
- Coloque as palavras! - Chuck gritou, batendo no ombro de
Thomas. - Rápido!
Thomas disse para Tereza. Chuck e eu vamos dar uma olhada, vou
me certificar de que os Grivers não entrem através do buraco. - Apenas
esperava que as habitantes, da clareira, haviam voltado sua atenção para o
corredor do labirinto e que as criaturas e ficassem longe do precipício.
- Tudo bem, disse Teresa sabia que Thomas era inteligente demais
para perder tempo discutindo sobre isso. Ela foi para o teclado e a tela, e em
seguida começou a escrever.
- Espere! Thomas falou em sua mente.. Tem certeza de que
conhece as palavras?
Ela se virou para ele e franziu o testa. - Eu não sou uma idiota,
Tom.
- Sim, eu lembro perfeitamente.
Um grande estrondo por cima e por detrás deles lá fora, a
interrompeu e caiu por cima de Thomas.
Ele se virou para ver e viu um griever , aparecendo do buraco como
que por magica na caixa escura. A coisa tinha recolhido suas orelhas e os
braços para entrar, quando ela caiu, como um golpe brando,e uma dúzia de
objetos afiados e desagradáveis que trazia consigo ficaram para trás, e
quando percebeu se viu mais mortal do que nunca.
Thomas empurrou Chuck para trás de si e encarou a criatura,
estendendo a sua lança como se isso fosse torná-los livres,dela.
- Só continue escrevendo, Teresa! Ele gritou.
Um som metálico saiu da haste da pele úmida do
griever,implantado em um longo apêndice com três lâminas giratórias,
movendo-se diretamente para o rosto de Thomas.
Pegou o cabo de sua lança com ambas as mãos, apertando forte
para diminuir o ponta da faca para o chão antes dele.
O braço da lamina se moveu dentro dos seus pés, pronto para cortar
a pele do monstro em pedaços. Quando estava a apenas a uns 30
centímetros de distância, Thomas pressionou os músculos e brandindo a
lança para cima, ao redor e em direção ao teto tão forte quanto pôde. Ele
golpeou o braço de metal da criatura e virou a coisa para o céu,
transformando-a em um arco até que ela caiu de volta no corpo do griever.
O monstro soltou um grito furioso que ecoou de volta vários
metros,com as farpas retráteis de seu corpo. Thomas inspirou e respirou. E
disse -Talvez eu não possa suportar. Ele se apressou a dizer Teresa vai
logo,seja rápida!
- Estou quase terminando,ela respondeu.
As farpas do griever apareceram de novo, emergindo de sua cabeça
e um braço saiu para fora de sua pele na sua frente, desta vez com grandes
garras, buscando alcançar a lança. Thomas novamente, desta vez jogou a
lança sobre a cabeça do mostro, usou cada pouco de força que ainda tinha
no ataque. A lança caiu na base da garra.
Com um barulho alto e, em seguida um som de esmagamento, o
braço inteiro foi arrancado de seu alvéolo, caindo no chão. Então, com a
boca de uma espécie que Thomas não conseguia ver,o griever soltou um
grito longo, e as farpas se abriram novamente.
- Essas coisas são invencíveis!
- Thomas gritou.
- Não, me deixa colocar a última palavra! Teresa disse em sua
mente.
Mal podia ouvi-lo, não percebeu muito bem, ele gritou com um
estrondo e se aproveitou do momento de fraqueza do griever. Jogando a sua
lança violentamente, saltou sobre o corpo do bulbo da criatura, acertando os
dois braços de metal longe dele com um forte estalo. Ele levantou a sua
lança sobre a cabeça, apoiou os pés, sentiu que se afundava na asquerosa
graxa então empurrou para baixo e cravou a lança no monstro. Uma
substancia pegajosa produto da explosão de carne respingou nas pernas de
Thomas enquanto conduzia a lança a medida que a afundava no corpo da
coisa.
Então soltou a empunhadura da pistola e saltou no ar, correndo de
volta para Chuck e Teresa.
Thomas observava com um fascínio doente que o griever tremia
incontrolavelmente jogando o óleo amarelo em todas as direções. Seus bicos
se meteram dentro e fora da pele, com os braços esticados demais davam
voltas na confusão de massas, por vezes empalando seu próprio corpo. Logo
começou a declinar, perdendo energia com cada gota de sangue e
combustível perdido.
Poucos segundos depois, ele parou de se mover completamente.
Thomas não poderia acreditar. Absolutamente, não podia acreditar.
Havia derrotado apenas um griever um dos monstros que aterrorizavam os
habitantes da clareira há mais de dois anos.
Ele olhou para trás para Chuck, que estava lá com os olhos abertos.
- Você o matou, disse o garoto. Ele riu, como se aquele ato tinha
sido resolvido todos os seus problemas.
- Não foi tão difícil- Murmurou Thomas, então se virou para ver
Teresa digitando freneticamente no teclado.
Ele soube de imediato que algo estava errado.
- Qual é o problema? - Ele perguntou, quase gritando. Ele subiu
correndo para procurar por cima do ombro e viu que ela estava escrevendo a
palavra push (empurre) uma e outra vez, mas nada apareceu na tela.
Ela apontou para a caixa de vidro suja,e vazia, com sua cor verde
viva.
Colocou todas as palavras uma por uma,algo apareceu na tela, então
houve um som e desapareceu. Mas não vai me deixar escrever a última
palavra. Nada do que está acontecendo!
O frio entrou nas veias de Thomas enquanto as palavras de Teresa
o afundavam. - Bem... Por quê?
- Eu não sei! - Ela tentou novo e de novo. Nada apareceu.
- Thomas! Chuck gritou por trás deles. Thomas se virou para ver o
buraco dos Grivers,e uma outra criatura estava fazendo seu caminho detrás
dele. Enquanto olhava, caiu em cima de seu irmão morto e outro griever
começou a entrar no buraco.
- O que está demorando tanto? - Chuck gritava freneticamente.
Você disse que eles iriam embora quando colocasse o código!
Quando os grievers tinham corrigido e ampliado seu auge,
começaram a se mover contra eles.
- Não vamos colocar a palavra push, disse Thomas ausente, na
verdade não falava com o Chuck, tratava de pensar em uma solução...
Eu não entendo. Disse Teresa.
Os grievers se aproximavam, a poucos metros de distância. Sentia
que sua vontade desaparecia na escuridão, Thomas apoiou os os punhos
levantados com pouco entusiasmo. No código era suposto que...
- Talvez você só devesse pressionar esse botão,- disse Chuck.
Thomas ficou tão surpreso com a declaração aleatória longe dos
grievers,que olhavam para o garoto.
Chuck estava apontando para um local perto do chão, justo de
baixo da tela e do teclado.
Antes que ele pudesse se mover, Teresa já estava lá, agaixada sobre
os joelhos. E consumido pela curiosidade,por uma esperança fugaz, Thomas
juntou a ela, o revirando o solo, para obter uma melhor visão. Ele ouviu o
barulho do griever gemendo e atrás dele, ele sentiu uma garra afiada
agarrando sua camisa, ele sentiu uma pontada de dor. Pelo que ele só podia
ver.
Havia um pequeno botão vermelho na parede a poucos centímetros
do chão.
Três palavras foram impressas em preto lá, era tão óbvio que mal
podia acreditar que não tinha visto antes.
Matar o labirinto Thomas sentia seu estupor. O griever pegou dois
instrumentos, e começou a arrastá-lo para trás. e outro griever ia atrás de
Chuck e estava prestes a bater na menina com uma lança longa.
- Um botão.
- Push(empurra)! Thomas gritou mais alto do que ele poderia ser
possível ,para um humano gritar.
E Teresa apertou.
Ela apertou o botão e tudo foi um perfeito silêncio. Então, de
algum lugar túnel escuro, veio o som de uma porta deslizando se abrindo.

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